quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A valsa do silêncio

        
Noite que dormita, às vezes canta, às vezes soluça.  Passos que vagueiam em direção incerta, sem hora certa. No fundo, no fundo é apenas uma maneira de tardar o temido encontro. Seus olhos nos meus buscarão respostas que não mais poderei dar... O silencio é um atalho quando não se pode pegar a estrada. No seu rosto os sulcos imiscuem-se num sorriso sem graça. Interrogações percorrem o cerne de sua mente, Mas o amor e a razão não caminham de mãos dadas...         

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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pelo simples toque da lembrança

 O vento soprava lânguido balançando lentamente os galhos da enorme castanheira. Suas grandes folhas, mescladas de verde e vermelho, dançavam freneticamente ao sabor do vento. Ao longe o burburinho dos transeuntes era quase inaudível. Seguiam entre falas e risos em passos ritmados. A grande janela de vidro tornara-se cúmplice da minha quietude. Recostada no alpendre nem conseguia acompanhar a velocidade dos meus próprios pensamentos... Quiçá alguém pode ter notado meus lábios se entreabrirem num sorriso de cantinho e, o riso desvanecendo-se antes que a boca tomasse sua forma natural. Apalpei-a com as pontas dos dedos... Meus olhos se fecharam vagarosamente... Pelo simples toque da lembrança...





 Autoria: "Rose Sousa"

(DIREITOS RESERVADOS)

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