sábado, 26 de fevereiro de 2011

Do que me deras...

Tiraram meus sapatos, me deram um caminho pra caminhar que de tão árduo que é às vezes penso que não vou chegar. Trocaram meu telhado, me deram um sol quente na cabeça e um céu estrelado que na calmaria receio onde está o vento. Arrancaram minha ternura, dos olhos de uma criança vejo o amor vendido a qualquer preço e comprado a qualquer custo. Tomaram meu travesseiro, me deram a luz do dia que já nem sei mais o que é noite. Tiraram minhas armas, me deram mãos pra lutar que de tantos calos nem se fecham mais. Roubaram meus sonhos, me deram um chão, o piso que piso é tão real que nem mais sei o que é poesia.                                                                                                                                           ...OH como eu queria voltar aos seios de minha mãe e ao colo de meu pai... Saber de nada e acreditar em tudo...
     Tudo te pode ser tirado... Porém a fé sustenta a alma que, se perdida em Deus, achada está...


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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Não... Não diga que o amor é forte, não diga...


Sem saber se fiz bem ou fiz mal sigo com passos calcados. Uma lágrima rabiscada no rosto, um louvor no coração. Na pura liberdade do meu canto desfazem-se as inúteis promessas de eternidade. Era eu apenas uma criança... Tão quente e tão doce... Tenra inocência... Refém dessa ironia.  O direito de amar não possuo. Quantos tributos eu pagaria...?! Todos meus versos não seriam suficientes para convencer. Esgotaram-se todas as minhas preces, as falsas evidências foram cruéis contra mim e você resistira a crer. Fui à loucura em busca da razão, razão que se perdeu... Pois se tenho que dizer quem sou, simplesmente não sou! Melhor do que ter razão de qualquer coisa é ter a consciência tranqüila. Nunca foram revelados meus segredos... Um vaso moldado pelas mãos de um só oleiro... Em qual abraço eu permitiria esconder-me...? Qual que chamasse pelo meu nome eu atenderia...?  Perdoe-me. Perdoe-me por falar a língua insana dos loucos... Não permitirei jamais que meu amor seja devorado e escarnecido novamente. Não sei que parte de mim fora arrancada... Sei que vivo a escarnecer desse algoz sentimento.  No âmago do meu ser há uma centelha que espera encontrar novamente a melhor parte de mim. AMOR... Palavra subjetiva que desceu os degraus da minha alma. Momento em que nos meus olhos conta em silêncio das vezes em que eu me aninhava em seu peito como uma criança que só queria o céu... E te dava o céu. Mas com nosso orgulho sufocamos as estrelas.  Não... Não chore... Não diga que o amor é forte, Não diga...
“Dessa forma, a escolha não depende daquele que quer, nem daquele que corre, mas da misericórdia de Deus.”
Romanos 9:16

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Hey, amor! não se decepcione comigo. Acho que falhei com você... Pensou que eu te amaria para sempre? Como podes exigir amor eterno de uma simples mortal?

 Autoria: "Rose Sousa"

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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Quem é esse...?


Que traz no olhar, o aconchego.
De jeito alegre, coração puro de uma criança...
Que me cerca de um jeito sutil, demarca seu espaço com o charme de um gato e a virilidade de um leão.
Que me acorda com um beijo e me fala baixinho que será unicamente meu.
Mãos que me conduzem ao éter... Palavras Meticulosamente pensadas... Ainda molhadas de poesia.
Perfeito? Não! Ninguém é. Mas com
a graça de um menino.
Que manhoso se enrosca em mim como um adorável conquistador.
Que sussurra nos meus ouvidos seus alentos em acordes... E que tira em dois versos o domínio de mim...

        Quem é esse...?  Não sei... Mas é o amor que eu espero...


Autoria: "Rose Sousa"

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(DIREITOS RESERVADOS)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011


                                                                                                                                    Hoje o céu parece mais lindo do que nunca. As estrelas parecem miragens no vácuo negro. Os urros do silêncio ecoam...Os mil anos dessa noite contemplam meu corpo quase nu perdido entre os lençóis. Os olhos castanhos incandescentes de paixão. Lábios levemente pintados... Assim os pintei: de rosa claro. Depois passei de leve a língua neles, mania minha... Um leve toque de perfume Egeo Dolce, é minha essência... . Dos cabelos os cachos dourados que se espalham na cama fria. Os braços agarrados a um dos travesseiros... O outro se aninha entre as pernas... Dá os ares de pintura feita de incauta ternura. No deserto desta madrugada as lágrimas se escondem no escuro... A maior solidão é a do ser que não ama. É a dor que se encerra. Queria tanto falar desse tal amor...  Que amor? Os amantes não mais sussurram... Meu caminho nunca foi a tua estrada. Coisas que eu vejo e sinto estão distantes de ti encerradas em mim... No absoluto de mim.
Há momentos em que apetece fugir deste mundo, esconder de tudo, e procurar no fundo um por que para este existir...
Quero fugir para um mundo onde eu possa ser quem eu realmente sou. Sem medo de me perder. Sem precisar me esconder. Deixar minh’alma libertar os suspiros nela contidos. Viver um amor que não me cause dor. Um amor devoto e fiel. Olhar nos meus olhos e ver de novo o brilho... O riso...
Não queria fazer um poema triste, mas a tristeza é um sentimento que nos toca e às vezes ficamos tristes sem saber por quê... Talvez sejam “pequenas” coisas somadas a uma triste nota musical.

Hoje estou assim... Abafando os soluços, chorando baixinho. Estou triste...


Autoria: "Rose Sousa"


(DIREITOS RESERVADOS)

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