terça-feira, 8 de julho de 2014

Soneto da fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento. 

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.

E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.

Vinicius de Moraes

3 comentários:

  1. Muito bem escrito e bonito, este soneto!
    E a arte do soneto, aqui se vê, não é para todos...
    Saudações poéticas!

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  2. Boa tarde, Rose. Gosto muito dos sonetos de Vinícius de Moraes, mas confesso que existem outro de minha preferência.
    Amo de paixão, um poema dele chamado "AUSÊNCIA".
    Perfeito.
    Tenha uma semana de paz.
    Beijos na alma.

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  3. Rose..
    Sua postagem com o soneto do Vinícios
    traduz aquilo que sente meu coração.
    Quantas vezes não consigo colocar minhas palavras uso poemas dos poetas e poetisas que falam por mim.
    Beijos até sempre.
    Evanir.

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"São os sentimentos e não o intelecto que determinam as opiniões. " Seja bem vindo!

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