sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Das antíteses e paradoxos de mim...

Posso até parecer 
complicada, 
desajustada, 
radical. 
É que às vezes 
penso muito,
falo pouco 
e no pouco que falo 
muito digo.
Sou intensa 
como um vulcão
e fria 
como as geleiras. 
Tranquila 
como um pássaro, 
tempestiva
 como um tornado.
Não esqueço facilmente 
uma ofensa, 
mas perdoo 
sempre 
e não firo 
com a mesma espada. 
Não aprecio disputas irrelevantes, 
mas não desisto fácil.
Quantos me quiseram arrastar 
para o campo de batalha 
e nele, sozinhos, se sufocaram 
em suas próprias frustrações.
Choro pouquíssimas vezes 
e nunca me arrependo 
de ser idiota 
por alguns minutos, 
prefiro a lucidez 
da fragilidade 
do que a ilusão
 da força absoluta. 
Já me tentaram descrever
e fracassaram na tarefa, 
pois pra se entender alguém 
não é necessário muito raciocínio, 
só um pouco de sensibilidade.
A alma das pessoas estão expostas 
à violência do julgamento
de quem não tem capacidade 
de sentir sua vibração.
Ninguém é totalmente forte 
ou totalmente fraco,
num dia podemos ser água corrente
e no outro fogo consumidor.
Tudo vai depender das circunstâncias,
não da nossa vontade. 
O que mais me atrai 
são as complexidades,
não suporto coisas rasas,
me rendo à águas profundas, 
porém me deleito nas margens tranquilas...
Não guardo fórmulas à sete chaves, 
meu segredo é não ter segredos, 
porém o que eu escondo, 
ninguém acha... 
Não faço questão de ser o centro dos olhares, 
tenho muita fome de seguir em frente, 
não observo o passado por muito tempo.
Se minha pressa me fizer cair no precipício,
sei que asas eu tenho, é só abri-las... 
Se o vento soprar contra, 
bato-as mais forte, 
tempestades não duram para sempre.
A única coisa que me importa 
é ouvir a voz que nunca se cala
 dentro de mim, 
não é minha razão,
é meu coração
que bate
 involuntariamente, 
guiado por Deus.
Daí a minha força! 
Daí o meu "diferente". 
Não me convém ser igual, 
não me ajusto aos moldes perfeitos, 
não me moldo à meias verdades 
ou a meio sentimentos. 
Sou um novo caminho nessa velha estrada.
Não exijo perfeição de ninguém, 
não seria justo querer algo 
do que não posso oferecer.
Porém, da sinceridade e do amor pleno,
desses?
Eu faço questão!

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5 comentários:

  1. Adorei sua poesia reflexiva! Também é meu estilo, notou? E seu blog é lindo!!!! De estremado bom gosto tudo por aqui, bem caprichado. Tá de parabéns!

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  2. Lindo como sempre! Só assim pra um dia eu chegar a ter "alta cultura" =)

    Muita paz e beijos

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  3. Identifiquei-me, sou mulher e as descreveste muito bem.

    Beijinhos

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"São os sentimentos e não o intelecto que determinam as opiniões. " Seja bem vindo!

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