domingo, 30 de outubro de 2011

"Ode ao Silêncio"


     Um sorriso
    Cultua o silêncio
    Que  se derrama
    Gentilmente disfarçado
    Num versejar triste
    De palavras minhas
    E Silêncio teu...

           
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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

"Quem manda é o amor"


Se nosso coração pudesse escolher...

Mas a magia está mesmo é no inesperado,

corações que amam e não são amados,

amores que se dissolvem na poeira do tempo

e outros que se completam e, assim esse sentimento sorrateiro

vai nos ensinando aos poucos que quem manda é ELE.




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sábado, 24 de setembro de 2011

Nessa noite eu desejo

O seu desejo
O seu gosto
O seu cheiro
O seu peito
Os seus lábios
Suas mãos
Você...








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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Indo embora...


Há momentos na vida em que é necessário nos separarmos daquilo que gostamos.  Quando nos despedimos de um amigo ou de alguém que amamos. Nem sempre é por ódio que nos afastamos de alguém, às vezes fugimos de um  algo desconhecido que tenta nos dominar. Temos medo, pavor... Porque sabemos que vamos sofrer.  Sim, porque gostar de alguém que não compartilha o mesmo sentimento, comporta o mesmo sofrimento que qualquer outro. Chega um determinado momento em que a gente enxerga que nosso sentimento mais puro e sincero fora escarnecido.O que resta é dizer adeus.  Um adeus suave...  E guardar a última lembrança seja ela qual for, mesmo que essa nos destrua por dentro... 



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terça-feira, 23 de agosto de 2011

Apaixone-se

                                              Ainda que seus sentimentos sejam pisoteados...
                                              Sonhe e viva como se nada houvesse lhe atingindo,
                                              Mesmo que os vagões da frieza tiver te esmagado... 
                   Apaixone-se por você! Seja mais você!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Um passeio inesquecível...


  
Ao tocar os pés na areia uma onda eletrizante percorreu todo meu corpo. O lugar estava deserto. Parei por um instante no quebra ondas, fechei os olhos... Abri os braços sentindo a brisa suave que me tocava delicadamente. A natureza parecia cantar... Uma orquestra sinfônica que me convidava à vida. Descalcei as sandálias e comecei uma caminhada pela praia.
         As aves revoavam em movimentos circulares ao constatar, de súbito, a presença do meu cão. O bichinho estava inebriado tanto quanto eu por aquela tarde mágica. Corria de um lado para o outro agilmente. Convicto disso disparava no encalço das aves, quase desaparecendo no horizonte. Ao tocar com as patas na água, rajadas jorravam violentamente formando inúmeras gotículas, assemelhando-se a um nevoeiro. Anestesiada pela beleza da cena fiquei parada, sorrindo feito boba.
         Não era uma tarde comum de domingo. Aquela não era realmente uma tarde comum... Por que...? Não sei... Sei que uma magia diferente pairava no ar. Uma paz imedida me invadia e a cada passo algo diferente me tomava deliciosamente... As ondas espumavam exalando seu aroma inconfundível. Muitas vezes eu fizera o mesmo trajeto e não tivera a mesma sensação.
         Apesar de ensolarado estava uma tarde com temperatura bem amena. Continuei com passos lentos, porém decididos, uma leve sensação me fazia acreditar que eu chegaria a um outro lugar... Outra dimensão. Mas que lugar seria esse...? Inconsciente eu me perguntava. Que lugar seria esse que meu coração tanto almejava estar...? É como se meu coração estivesse em outra parte do mundo e me deixado só comigo mesma. Ofegante, parei. Deixei que meu corpo caísse totalmente entregue àquele momento...
         Sentei-me sobressalta! Pois, no crepúsculo dourado surgiu um ser indecifrável. O andar vagaroso me despertou a atenção. Se não tivesse consciência da minha própria teimosia, confesso que morreria de medo. Mas não... Permaneci imóvel com os olhos fixos na figura soberana. O perfil se desenhava na medida em que se aproximava. Eu, inutilmente brigava com o vento tentando afastar dos olhos os meus cabelos. Temendo o que poderia acontecer fiquei em sentido de alerta. Dividida entre fugir ou ficar, mal notei que a silhueta misteriosa caía de joelhos diante de mim cravando-os na areia. Os cabelos molhados respingavam por sobre os ombros. Senti o poder daqueles olhos sobre mim e estremeci. Fora muito rápido.Tentei ignorar o toque daquelas mãos quentes e fortes. Mas já era tarde... Meus lábios foram tomados por um longo beijo... Um beijo suave e ardente. Correspondi com toda paixão existente em mim... Era o meu amor que veio para mim... Compartilhávamos do mesmo sentimento, entreolhávamo-nos ao mesmo tempo em que acariciávamos a face um do outro.  O silencio espraiava sonolento quebrado vez em quando pelo piar aflito de uma ave em busca do seu ninho.
         ...Abrindo os olhos contemplei a areia branca que brilhava pálida sob uma lasca de lua. O mar brumoso liberava seu perfume me trazendo à tona, de volta à realidade. Não sei por quanto tempo dormi ali, estirada na areia. Sei que era tão real que não queria que se dissipasse aquele momento. Não havia me dado conta do quanto me distanciara do ponto de partida, arrebatada ao paraíso sentia um frio deslizando pela minha pele provocando ondas de desejo... Desejo pela vida... Encontro... Ausência... Presença... Sei lá! Loucuras de nós seres humanos que às vezes nem mesmo nós somos capazes de nos compreender...

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quarta-feira, 4 de maio de 2011

Quero ser pra você...

Quero ser seu desejo... Aquele que revelas só no olhar,
Aquele que me pedes só no pensar...



                                                                                          Rose Sousa.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Solidão


Palavra que não se define somente em palavras, quem a sente, sente!
Não se explica. Dói e pronto!
Coloca-nos à sombra de nós mesmos arrancando-nos a mais bela essência do existir.
O pior sentimento é o que invade a alma e dilacera o silêncio nela contido.
Estou enferma de amor... O que me consome essa dor de sentir, sentir só...
Amar só pra mim...
Agarro os ponteiros e adianto as horas, rasgo os minutos e costuro os segundos de solidão.
No profundo desespero de estar só... Viro de lado, deito de bruços...
Abraço meu fiel companheiro que todo faceiro dormita ao meu lado,
Esse meu travesseiro que carrega meu cheiro e não desgruda de mim.
Jogado  de lado, desprezado... Que tão triste quanto eu, Sente sem querer sentir...
Tudo dentro parece gritar enquanto lá fora o silêncio faz-se pranto.
A tua ausência faz-se manto... Para  me cobrir...


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quarta-feira, 20 de abril de 2011

Não existe adeus...


Não existe nunca mais quando em nós um sentimento martela não nos permitindo seguir adiante. Tudo dói... Vai doendo e corroendo até que nossa alma se enleva em desatino.  Como suportar o ciúme que nos faz perder a paz...?
Como dizer até nunca mais se nosso coração quer permanecer...?  Sigo devagar na esperança que uma voz me suplique: volte! 
Mas não... Não ouço meu nome. A indiferença tatuada em seus olhos fere-me. Vai se urdindo em vanglórias, se perdendo em outros caminhos... Cabisbaixa apresso os passos... Passos imprecisos e desorientados. Quantos versos deslizaram dos meus dedos pra ti! Mas não ouves meus pensamentos, Vives chafurdado no seu eu.
Uma brisa fria toca meu rosto e me desperta. Dou meia volta e vou!
Vou indo sem querer partir, sem poder dizer... Que seria lindo sentir que você é real.
Não viverei para sempre para provar que te  queria nem que fosse só uma única vez. 
Adentro meu destino deixando pra trás uma semente que não teve chance de romper sua frieza.
Então respiro... Minh´alma soluça baixinho... Os olhos se estreitam... Os lábios tremem... Uma lágrima rola...
I wanted only you, nobody else. And inside of me stands a wall, a door closes...  
You taught me freedom ... and you took it from me. But I go on…
                   Everything changes and we change too... (A.E)

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

Amigo...



VOCÊ é o amparo dos meus ombros caídos.
A brisa que me acalenta O punho forte que me sustenta.
Venha, vamos brincar de esconde, esconde... Nos perder... Nos achar...
Juntos ser eternamente crianças e descobrir um mundo melhor.
Ponha-me nos braços e leve- me onde sozinha não posso ir.
Fortaleça meu coração já cansado, acaricie meus cabelos anelados.
Dá-me do vinho que alegra seu coração...
Que se dissipe minha lucidez.
Se perca em mim e me ache em você...
Embriaga-me de vida, luz, paixão...
Assim como o sol explode em raios incandescentes, serei eu pra te dar amor.
Sou carente de ti... Abraça-me... Encoste-me em seu peito...
Deixe-me ouvir o descompassar do seu coração
Alimenta-me do seu carinho para que eu viva e te ame por toda a eternidade.
Como o mar que na sua imensidão não carece de bússola, para se encontrar no vácuo horizonte.
Tenho-te como amigo... És guardado no mais belo lugar. .
Quero te amar com o mais profundo que há em mim.
Te perder...  Nem posso imaginar.
Cumplicidade só nossa, amizade imaculada.
Longe de toda maldade, dentro de nós guardada
Tenho por ti ciúmes... Medo desse sentir,
Pois és meu e eu sou tua. Só pra mim eu o quero!
Possessiva de ti, de todo teu.
Não me contento dividir o que é meu.
Quero ser a única gazela do seu ninho.
Dona dos seus olhos e do seu carinho.
Se assim não me tiveres, não quero ser mais uma!


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segunda-feira, 11 de abril de 2011

Quando me amei de verdade...


Quando me amei de verdade, compreendi que em qualquer circunstância, eu estava no lugar certo, na hora certa, no momento exato. E então, pude relaxar. Hoje sei que isso tem nome... Auto-estima.
Quando me amei de verdade, pude perceber que minha angústia, meu sofrimento emocional, não passa de um sinal de que estou indo contra minhas verdades. Hoje sei que isso é... Autenticidade.
Quando me amei de verdade, parei de desejar que a minha vida fosse diferente e comecei a ver que tudo o que acontece contribui para o meu crescimento. Hoje chamo isso de... Amadurecimento.
 Quando me amei de verdade, comecei a perceber como é ofensivo tentar forçar alguma situação ou alguém apenas para realizar aquilo que desejo, mesmo sabendo que não é o momento ou a pessoa não está preparada, inclusive eu mesmo. Hoje sei que o nome disso é... Respeito.
 Quando me amei de verdade comecei a me livrar de tudo que não fosse saudável... Pessoas, tarefas, tudo e qualquer coisa que me pusesse para baixo. De início minha razão chamou essa atitude de egoísmo. Hoje sei que se chama... Amor-próprio.
Quando me amei de verdade, deixei de temer o meu tempo livre e desisti de fazer grandes planos, abandonei os projetos megalômanos de futuro. Hoje faço o que acho certo, o que gosto, quando quero e no meu próprio ritmo. Hoje sei que isso é... Simplicidade.
 Quando me amei de verdade, desisti de querer sempre ter razão e, com isso, errei muitas menos vezes. Hoje descobri a... Humildade.
Quando me amei de verdade, desisti de ficar revivendo o passado e de preocupar com o futuro. Agora, me mantenho no presente, que é onde a vida acontece. Hoje vivo um dia de cada vez. Isso é... Plenitude.
Quando me amei de verdade, percebi que minha mente pode me atormentar e me decepcionar. Mas quando a coloco a serviço do meu coração, ela se torna uma grande e valiosa aliada. Tudo isso é... Saber Viver!


                                                                                           Charles Chaplin.      Esse poema tem tudo haver comigo, sou eu em linhas, letras e poesia...



terça-feira, 29 de março de 2011

Doce mistério



Que mistérios guardam o teu corpo?
Que doce sabor é este de se escorregar por estas linhas e se deliciar com a formosura, a graça e a beleza do puro AMOR;
Se entregar e viver fortemente este momento tão singelo, louco e mágico de dois corpos que se unem em um só, se entrelaçam, se exploram e se entregam nesta bela e ingênua balada do AMOR.
Como é lindo este descobrimento...
Ah! Adolescência ingênua... Onde estás?
Vivendo agora no corpo desta mulher amadurecida, vivida, sofrida, mas com doces lembranças...

Ass:                                                                           Clô.
Recebido dia 22 de abril de 2009.

Poesia dedicada a mim pela minha querida amiga “Clô”, como gosta de ser chamada. De autoria dela? Não sei! E também não sei por que ela me presenteou com essa linda poesia. Nesse dia até perguntei isso a ela e ela disse: Não sei... Sorriu e me abraçou forte.  A amizade é inexplicável mesmo... O que é belo deve ser compartilhado, senão, de que valeria...?

sexta-feira, 25 de março de 2011

Talvez


Talvez o que eu queira não se encontra aqui neste mundo distorcido pelas razões. 
Talvez eu queira muito... Pelo muito que tenho...  E o que tenho não caber em mim... 
Talvez eu queira o que não podes me dar, porque não sabes do que falo, não sabes...
Talvez só me bastasse os rastros que foram apagados dos que encontraram o que eu ainda procuro.
Talvez estejas perto, tão quieto como o sono... Ou talvez estejas longe, tão longe quanto tudo que acredito.
Talvez eu seja apenas o absurdo da quimera e tu o vinho que adoças os lábios que te tomam.
Talvez as horas durmam e o firmamento se rasga jacente... Enquanto morro e vivo, me corrompo em dúvidas e me convenço! Que minha alma esteja nua...  Tão sua... Que não minha...
E quem és tu? 
                    Que és meu,
                                     Que sou sua,
                                                        Que somos um,
                                                                               Que nada somos...


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quinta-feira, 24 de março de 2011

Um amigo desconhecido me dedicou esse depoimento.


Moça Bonita. Sois a moça bonita que agora encanta o passar dos meus dias. Traz no amanhecer do breve dia a fantasia e nas tardes a bela se torna formal. E na formalidade me mostrou o quanto é complexo a questão do admirar. Não há meios de se fugir do óbvio, ardil é a labuta para não ser só mais um... O teu corpo me seduz com a primavera, estampada a ¨custus crazia dolore¨! Foi sábia soube perpetuar a mais bela das estações em sua jornada... No teu corpo primaveril e juvenil eternizou o status de musa, foi além... Arranca na primeira instância do olhar, a impressão de vida, de música de melodia! Em silêncio encarno o outono como seu perfil no trabalho, poucas palavras... Como soa bem a sensatez desta estação, queria mesmo era um pouco de atenção! A beleza da moça se faz presente na totalidade do seu ser! O silêncio que encanta, motiva e amortiza as minhas lamentações, voa Moça! Voa na circunstância do pessoal! Como foi bom descobrir que como eu, também és inverno! Não me rejeite... E nem tenha medo da solidão, deixe esse sentimento comigo, juro estou mais acostumado. Tem o medo da escuridão desta estação? Não precisa, pois justamente nesse período, que os mais puros sentimentos são por você recebidos. Sei que ama os pássaros e as flores da primavera! A filosofia, as noites e as estrelas... É para mim a filha do vento, amor em movimento! Natureza presente, hoje e sempre. Em suas paixões, sei que é o certo, tem na alma a pura essência do verão, espalhou calor! Foi fonte de inspiração, onde passa penso que tudo fica, em estado de graça!

Ass:                                                        Adrianno Correa.
       Recebido por e-mail em 19 Fevereiro 2011 

Achei linda a poesia por isso postei. Esses galateios virtuais são engenhosos e engraçados, creio que esse é um conquistador profissional. Bom, melhor entar chamar a atenção com com um texto bonito como esse do que com uma cantada chula. não sei se o texto é de autoria do suposto poeta, mas ele  foi muito gentil. (Rose Sousa).

quarta-feira, 2 de março de 2011

Me faz entender de mim que nada sei...



 Faz de mim poesia, me atiça, me eriça.
Me ponha no colo e me conte uma história... Uma epopéia de amor.
Faz-me entender de mim que nada sei... Me mostre o caminho que errei na procura de mim...
Desvende os mistérios que envolvem essa orquestra: Uma música clássica de suaves tons que ecoa com desvelo, uma melodia romântica que embala os amantes ou, um rock pesado que rendido ao êxtase tornou-se lírico...?
Sinta o descompasso, põe em órbita sua batuta e aqueça nesta flama sua alma arrefecida.
Olvide a retórica... Reja a orquestra... Dance... Ouça a polifonia aguda e amena que emana da canção... O adágio perfeito de nossas almas no mais íntimo enlevo...


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sábado, 26 de fevereiro de 2011

Do que me deras...

Tiraram meus sapatos, me deram um caminho pra caminhar que de tão árduo que é às vezes penso que não vou chegar. Trocaram meu telhado, me deram um sol quente na cabeça e um céu estrelado que na calmaria receio onde está o vento. Arrancaram minha ternura, dos olhos de uma criança vejo o amor vendido a qualquer preço e comprado a qualquer custo. Tomaram meu travesseiro, me deram a luz do dia que já nem sei mais o que é noite. Tiraram minhas armas, me deram mãos pra lutar que de tantos calos nem se fecham mais. Roubaram meus sonhos, me deram um chão, o piso que piso é tão real que nem mais sei o que é poesia.                                                                                                                                           ...OH como eu queria voltar aos seios de minha mãe e ao colo de meu pai... Saber de nada e acreditar em tudo...
     Tudo te pode ser tirado... Porém a fé sustenta a alma que, se perdida em Deus, achada está...


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domingo, 20 de fevereiro de 2011

Não... Não diga que o amor é forte, não diga...


Sem saber se fiz bem ou fiz mal sigo com passos calcados. Uma lágrima rabiscada no rosto, um louvor no coração. Na pura liberdade do meu canto desfazem-se as inúteis promessas de eternidade. Era eu apenas uma criança... Tão quente e tão doce... Tenra inocência... Refém dessa ironia.  O direito de amar não possuo. Quantos tributos eu pagaria...?! Todos meus versos não seriam suficientes para convencer. Esgotaram-se todas as minhas preces, as falsas evidências foram cruéis contra mim e você resistira a crer. Fui à loucura em busca da razão, razão que se perdeu... Pois se tenho que dizer quem sou, simplesmente não sou! Melhor do que ter razão de qualquer coisa é ter a consciência tranqüila. Nunca foram revelados meus segredos... Um vaso moldado pelas mãos de um só oleiro... Em qual abraço eu permitiria esconder-me...? Qual que chamasse pelo meu nome eu atenderia...?  Perdoe-me. Perdoe-me por falar a língua insana dos loucos... Não permitirei jamais que meu amor seja devorado e escarnecido novamente. Não sei que parte de mim fora arrancada... Sei que vivo a escarnecer desse algoz sentimento.  No âmago do meu ser há uma centelha que espera encontrar novamente a melhor parte de mim. AMOR... Palavra subjetiva que desceu os degraus da minha alma. Momento em que nos meus olhos conta em silêncio das vezes em que eu me aninhava em seu peito como uma criança que só queria o céu... E te dava o céu. Mas com nosso orgulho sufocamos as estrelas.  Não... Não chore... Não diga que o amor é forte, Não diga...
“Dessa forma, a escolha não depende daquele que quer, nem daquele que corre, mas da misericórdia de Deus.”
Romanos 9:16

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domingo, 13 de fevereiro de 2011

Hey, amor! não se decepcione comigo. Acho que falhei com você... Pensou que eu te amaria para sempre? Como podes exigir amor eterno de uma simples mortal?

 Autoria: "Rose Sousa"

(DIREITOS RESERVADOS)

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Quem é esse...?


Que traz no olhar, o aconchego.
De jeito alegre, coração puro de uma criança...
Que me cerca de um jeito sutil, demarca seu espaço com o charme de um gato e a virilidade de um leão.
Que me acorda com um beijo e me fala baixinho que será unicamente meu.
Mãos que me conduzem ao éter... Palavras Meticulosamente pensadas... Ainda molhadas de poesia.
Perfeito? Não! Ninguém é. Mas com
a graça de um menino.
Que manhoso se enrosca em mim como um adorável conquistador.
Que sussurra nos meus ouvidos seus alentos em acordes... E que tira em dois versos o domínio de mim...

        Quem é esse...?  Não sei... Mas é o amor que eu espero...


Autoria: "Rose Sousa"

Se copiar não deixe de darAll Rights Reserved 2010 Copyright © Rose Sousa. o é crime!
(DIREITOS RESERVADOS)

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011


                                                                                                                                    Hoje o céu parece mais lindo do que nunca. As estrelas parecem miragens no vácuo negro. Os urros do silêncio ecoam...Os mil anos dessa noite contemplam meu corpo quase nu perdido entre os lençóis. Os olhos castanhos incandescentes de paixão. Lábios levemente pintados... Assim os pintei: de rosa claro. Depois passei de leve a língua neles, mania minha... Um leve toque de perfume Egeo Dolce, é minha essência... . Dos cabelos os cachos dourados que se espalham na cama fria. Os braços agarrados a um dos travesseiros... O outro se aninha entre as pernas... Dá os ares de pintura feita de incauta ternura. No deserto desta madrugada as lágrimas se escondem no escuro... A maior solidão é a do ser que não ama. É a dor que se encerra. Queria tanto falar desse tal amor...  Que amor? Os amantes não mais sussurram... Meu caminho nunca foi a tua estrada. Coisas que eu vejo e sinto estão distantes de ti encerradas em mim... No absoluto de mim.
Há momentos em que apetece fugir deste mundo, esconder de tudo, e procurar no fundo um por que para este existir...
Quero fugir para um mundo onde eu possa ser quem eu realmente sou. Sem medo de me perder. Sem precisar me esconder. Deixar minh’alma libertar os suspiros nela contidos. Viver um amor que não me cause dor. Um amor devoto e fiel. Olhar nos meus olhos e ver de novo o brilho... O riso...
Não queria fazer um poema triste, mas a tristeza é um sentimento que nos toca e às vezes ficamos tristes sem saber por quê... Talvez sejam “pequenas” coisas somadas a uma triste nota musical.

Hoje estou assim... Abafando os soluços, chorando baixinho. Estou triste...


Autoria: "Rose Sousa"


(DIREITOS RESERVADOS)

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

"Vida e Sonhos"

 Eu tenho um sonho, um grande sonho!
E descobri que os sonhos são feitos de
Pedaços, esperança, paz, amor, e por que
Não de medos, dores, solidão, fantasmas?

Descobri que o sonho é de quem esta vivo
E que a cada dia se supera algo, não tenha
Medo de viver, se questionar-se sobre a vida,
Diga a si mesma, a vida vale a pena, amar

E ser amado vale a pena, viver e tão grato,
Que nem vale à pena questionar-se, apenas
Aprender com o tempo a pureza das coisas.
Meu amor olha a tua volta, se nada vê, espere,

Para tudo haverá um tempo, se perdeu um
Grande amor, não o perdeu, ele apenas
Não era para ser teu, pois o teu não a
Deixara nunca, espere e o Verá!

Dedico à poetisa Rose Sousa
Com Carinho
                                Joel Costadelli

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

A valsa do silêncio

        
Noite que dormita, às vezes canta, às vezes soluça.  Passos que vagueiam em direção incerta, sem hora certa. No fundo, no fundo é apenas uma maneira de tardar o temido encontro. Seus olhos nos meus buscarão respostas que não mais poderei dar... O silencio é um atalho quando não se pode pegar a estrada. No seu rosto os sulcos imiscuem-se num sorriso sem graça. Interrogações percorrem o cerne de sua mente, Mas o amor e a razão não caminham de mãos dadas...         

                           All Rights Reserved 2010 Copyright © Rose Sousa. 

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Pelo simples toque da lembrança

 O vento soprava lânguido balançando lentamente os galhos da enorme castanheira. Suas grandes folhas, mescladas de verde e vermelho, dançavam freneticamente ao sabor do vento. Ao longe o burburinho dos transeuntes era quase inaudível. Seguiam entre falas e risos em passos ritmados. A grande janela de vidro tornara-se cúmplice da minha quietude. Recostada no alpendre nem conseguia acompanhar a velocidade dos meus próprios pensamentos... Quiçá alguém pode ter notado meus lábios se entreabrirem num sorriso de cantinho e, o riso desvanecendo-se antes que a boca tomasse sua forma natural. Apalpei-a com as pontas dos dedos... Meus olhos se fecharam vagarosamente... Pelo simples toque da lembrança...





 Autoria: "Rose Sousa"

(DIREITOS RESERVADOS)

domingo, 15 de agosto de 2010

O tempo não pára. Ele não espera.

No ápice da loucura costuro asas. Discordo do sistema, refaço frases.
Derrubo muros e rabisco paredes, contando meus versos aos paralelepípedos.
O tic-tac zomba da inocência; da meninice no meu corpo de mulher.
Ouve-se ao longe o soar dos sinos; suas gargalhadas frenéticas abafam o clamor do profeta que suplica para que o sol pare por alguns instantes.
Oh tempo! Rude tempo...
Cônscio de sua imortalidade envaide-se o tirano; faz desabrochar o botão e na plenitude de sua beleza em flor, faz desfalecer suas pétalas.
Corrompe-se em glória o bárbaro à dor da minha saudade. Precipita-se velozmente me arrastando com ferocidade; em suas infindas asas atravesso vales de lírios. Contemplo o choro de um rio... Que se deságua em lágrimas em busca do imenso mar... E, o vento com sua valsa estonteante abraça a montanha silenciosa... Sozinha sou deixada no cume de uma montanha, ao sabor da chuva, ao cheiro da relva, desfalecida nos braços da solidão... De joelhos, prostrada, ergo meus braços ao céu e grito seu nome:
Onde está você, amor???
Ao longe se ouve meu suplício que atravessa o desfiladeiro. Chilrea a cotovia e sinto esmorecer a esperança de te encontrar um dia.  Mas sua lembrança é uma chama de esperança que renasce em mim.
E sussurro: Preciso de você...
A noite vestiu seu longo vestido negro. Vaidosa ataviou os cabelos com seu véu escarlate e num tom desprezível dispensou o luar. Não sei se por pena de mim...  Ou pra que não me visse chorar...
E na penumbra se vê um brilho opaco e sem vida, uma drácma perdida, uma algema de ouro no meu dedo anular. Está cravada a espera de um guerreiro, único capaz de tocar a Escalubur.
No seu castelo de areia com portões de ferro, uma silhueta bela, pela janela contempla o infinito. Um grito mudo, de um silêncio insuportável ecoa na imensidão dos seus jardins suspensos.
Então o vento se compadece e viaja com pressa o mensageiro. Leva consigo uma fagulha, uma chama... Uma canção de quem ama... Embalados numa etérea melodia.
Sendo longa a viagem descansa, até o vento se cansa, de longínquo que é. Mas logo se apressa e, na busca incessante deste amor a natureza se enfurece... Os raios imponentes com seus clarões assustadores recortam os céus impiedosamente num misto de terror e beleza.
E de repente!
O clarão de um raio avista você!
O mundo pára!
O vento sinfonicamente te chama... Em soluços implora...
Uma expressão indecifrável circunda seu olhar...
Olha rapidamente de um lado para o outro. Os lábios se estreitam, parecem querer dizer algo, mas nada dizem.
Será que você não vem...?
Talvez tenha outro alguém...
E, baixando os olhos, tristonho e com feição de derrota, o vento alça seu vôo, sempre afobado tem que soprar. O tempo não espera...
Será que você não vem...?
Que seu coração ouça meu chamado, que sinta a doce carícia da brisa que carrega consigo o amor transcrito em partitura, para sussurrar em seus ouvidos tudo que está adormecido pra acordar quando você chegar...  Antes que os olhos do tempo descortinam-se em escuridão, num piscar lento e doloroso...

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Mais que um sonho

Hoje acordei frustrada. Despertei subitamente de um sonho maravilhoso. E quem não fica com cara de “Dunga” quando interrompido justamente no momento mágico do beijo? Sei que essa teoria muitos já conhece, mas não à minha maneira..
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O beijo...

Momento em que os lábios se unem. Instante único em que nosso corpo é atingido pelas mais primitivas e prazerosas sensações. O beijo estimula a parte do cérebro que libera endorfina na corrente sangüínea, criando uma sensação de bem-estar. Nosso corpo reage sistematicamente e só nos damos conta das loucuras que fizemos depois que tudo acontece. A paixão é tão intensa que nosso corpo movimenta cerca de 29 músculos; ao mesmo tempo, a pressão que o rosto de uma pessoa exerce sobre a outra chega a 12 quilos. E nessa deliciosa valsa lingual pelo menos 250 bactérias são compartilhadas. Poucos prazeres físicos podem ser comparados ao proporcionado por um bom beijo, daqueles demorados, intensos e saborosos, os rápidos e ardentes ou até mesmo o roubado. Os batimentos cardíacos passam dos normais 70 para 150 por minuto. Um beijo muito entusiasmado pode encurtar a vida em três minutos. Daí pode ser tarde demais... Ou simplesmente maravilhoso...
E o tempo parou parou por alguns instantes...

O céu denotava um azul tão fascinante que tive a sensação de estar no paraíso. Nossos cabelos revoavam ao sabor do vento, tocavam-nos nos olhos insistentemente. Acho que nos perdemos no universo, pois não se via nenhum ser vivente. Só eu e Ele... Olhávamos fixamente um para o outro, sendo a primeira vez - compartilhávamos o mesmo sentimento. O silêncio trajado de magia... Desnudado de utopia. Ele desviou o olhar e fixou-os em meus lábios. Olhos gentis, porém intensos, pareciam amolecer meus ossos.
_Quantos centímetros têm seus lábios? _ Ele sussurrou enquanto segurava meu queixo. Um sorriso tímido e zombeteiro pairou nas extremidades dos seus lábios. Era tão másculo que se assemelhava a um leão se expondo ao sol.
_ Não sei... _ Minhas palavras soaram quase inaudíveis. Minhas forças me traíam, quase desfalecia de prazer naqueles braços.
_Vou medir com um beijo cada centímetro deles... Agora... _Balbuciou ele com a voz rouca incontida de desejo. Senti o descompassar do coração. Meus lábios foram silenciados pelo toque daquela boca quente...Subjugando-me ao delírio... Eu, louca, enfim me rendia àquele “estranho”, uma doce selvagem que dantes nunca se entregara... Uma presa que não queria ser liberta. Nunca mais...



***Se a louca sensação de um beijo pode encurtar a vida em apenas três minutos... Mesmo sendo um sonho, eu queria morrer hoje...**

Autoria: "Rose Sousa"

(DIREITOS RESERVADOS)

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Uma carta... Pra mim?

Você pisa, eu ponho o passo
Como um bicho no seu rastro
Farejando, xeretando
No compasso dos seus passos
Põe o salto, tira sarro
Toda linda, requebrando
E eu louco apaixonado
Pra essa fêmea me humilhando...
Lá vai ela toda prosa
Ora é espinho... Vez é rosa
Faz de mim seu prisioneiro
Minha fada orgulhosa!
Que mistério tens tu,
Que me aprisiona e me domina?
No seu corpo tem um néctar
Que o sabor me alucina.
Ao provar do seu sabor
Sei que a morte é a minha sina!
Em seus lábios tem veneno
Arsênico... Cocaína...
Mas eu morro de overdose
No seu corpo de menina.
No palco de seda valsamos...
Desfaleço no seu seio Arfante
Meu castigo é te amar
Pior ainda é ser cônscio
Que em meus braços tu estás
Porém sua alma... Está distante...

***Nunca magoe uma mulher a ponto de perder seu amor, pois o que restar dele pode ser seu maior castigo...



 Autoria: "Rose Sousa"

(DIREITOS RESERVADOS)